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Publicação de artigo sobre competitividade e inovação no agronegócio brasileiro

Publicamos hoje, em nossos Textos para Discussão, o trabalho escrito por Roberto César Cunha, Carlos José Espíndola, Silvia Cristina Limberger e Fernando Rodrigo Farias, que investiga as bases da competitividade do agronegócio brasileiro sob a ótica da inovação tecnológica e das políticas de mercado em comparação ao cenário internacional.Este Texto para Discussão analisa a trajetória de sucesso do agronegócio brasileiro, destacando como o país se consolidou como uma potência mundial de exportação mesmo mantendo níveis de subsídios significativamente inferiores aos de seus principais concorrentes internacionais. O estudo utiliza uma abordagem neoshumpeteriana para explicar como a inovação tecnológica superou a dependência de apoio financeiro direto do Estado.
O artigo situa o debate em torno do "Estado inovador", contrapondo-o ao modelo de "Estado subsidiador". Com base nas análises de Ignácio Rangel sobre a dualidade básica da economia brasileira e o papel da infraestrutura, o texto demonstra que a competitividade nacional não decorre de protecionismo, mas de um robusto sistema de pesquisa e desenvolvimento liderado pela Embrapa.
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Publicação de debate sobre concessões ferroviárias
Esta transcrição resgata o debate "Ferrovias: privatização, benefício público e desregulamentação", realizado originalmente em 1988 no âmbito do I Simpósio Nacional de Transporte Ferroviário, em São Paulo. Organizado pelo LabCit/UFSC, o texto recupera as discussões travadas em uma conjuntura de grave crise econômica e estrangulamento das infraestruturas nacionais.
A nota introdutória contextualiza o período como um momento decisivo de disputa entre o estatismo e o privatismo, influenciado pelas análises do economista Ignácio Rangel sobre a utilização de recursos ociosos da indústria pesada.
O debate reúne nomes como Cloraldino Severo, Antoninho Trevisan e o próprio Rangel, que examinam a viabilidade da concessão ferroviária à iniciativa privada. O resumo do diálogo aponta para a necessidade de um novo modelo de intermediação financeira e de parcerias que garantam o investimento na rede sem comprometer o caráter de utilidade pública e o desenvolvimento econômico. Conclui-se que a modernização ferroviária é urgente para integrar o território e superar os gargalos logísticos do país.
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Publicação de trabalhos sobre os rumos do desenvolvimento no capitalismo contemporâneo
Publicamos hoje o trabalho intitulado "Estratégias de desenvolvimento no capitalismo contemporâneo: uma análise crítica das três frentes de expansão, da economia do projetamento e das experiências comparadas a partir das notas de aula", dividido em duas partes, escrito pelo Prof. Dr. Márcio Rogério Silveira (UFSC).Os trabalhos estão estruturados a partir de notas de aula desenvolvidas para a disciplina de pós-graduação intitulada "Planejamento, desenvolvimento e competitividade territorial: transportes, logística e seus impactos no mundo e no Brasil", ministrada no segundo semestre de 2025 no Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFSC. As duas partes do artigo apresentam uma análise crítica das principais estratégias de desenvolvimento econômico no cenário do capitalismo contemporâneo. O autor integra o pensamento estruturalista latino-americano – com foco nas "três frentes de expansão" de Ricardo Bielschowsky (consumo de massa, recursos naturais e infraestrutura) – às formulações de Ignácio Rangel sobre a "economia do projetamento". O trabalho discute a importância do planejamento estatal e da coordenação de investimentos como motores para superar o neoliberalismo, utilizando especialmente a experiência chinesa e a socialização do investimento como contraponto às teorias convencionais. A análise destaca que o desenvolvimento real exige transformações estruturais deliberadas, inovação tecnológica e o fortalecimento de encadeamentos produtivos sob a liderança do Estado.
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Publicação de artigo – Segregação espacial como produto histórico: o caso de Joinville e Araquari (SC)
SEGREGAÇÃO ESPACIAL COMO PRODUTO HISTÓRICO: O CASO DE JOINVILLE E ARAQUARI (SC)
Autores: German Gregório Monterrosa Ayala Filho e Márcio Rogério Silveira

Resumo: A segregação espacial reflete desigualdades de acesso à habitação, ao consumo e ao transporte urbano, acumuladas historicamente. Nos municípios de Joinville e Araquari, em Santa Catarina, essa segregação se manifesta de forma persistente. O estudo investiga a origem desse processo entre as duas cidades, analisando fatores como rendimentos familiares, infraestrutura habitacional, comercial, de educação, saúde e transporte urbano. A pesquisa utiliza um estudo de caso qualitativo e busca conectar diferentes aspectos sociais e econômicos para compreender a segregação. Conclui-se que o processo de segregação espacial entre Joinville e Araquari começou na década de 1940 e foi se consolidando até 2020. Historicamente, as camadas de alta renda residem nas áreas centrais de Joinville, enquanto as populações de baixa renda se concentram em Araquari e arredores, perpetuando as disparidades espaciais entre esses municípios.
Publicado na Revista da ANPEGE, v. 21, n. 45, p. revista Ciência Geográfica da AGB Seção Local Bauru: Ciência Geográfica, Bauru, v. 29, n. 2, p. 838-866, jan./dez. 2025.
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Pesquisador do LabCit participa de matéria sobre mobilidade urbana e ciclovias em São Luís (MA)
A nova pesquisa de Informações Básicas Municipais do IBGE revelou uma grave deficiência na infraestrutura cicloviária do Maranhão, acentuando a insegurança viária enfrentada pelos ciclistas. O estudo demonstra que apenas 10 municípios do estado possuem ciclovias e somente três contam com bicicletários públicos. Este cenário de escassez é reforçado por relatos de quem depende da bicicleta em São Luís, onde o trânsito é classificado como "muito violento", expondo os usuários a riscos e confirmando que a dependência da bicicleta como meio de locomoção é dificultada pela carência de políticas públicas eficazes em todo o estado.Na capital maranhense, a situação é particularmente crítica. Apesar de possuir algumas ciclovias e ciclofaixas, a cidade não conta com um Plano Diretor Cicloviário, um documento essencial para planejar a expansão organizada da malha. O geógrafo Juan Siqueira, um dos especialistas consultados no vídeo, destacou que a ausência deste plano tem impactos diretos e profundos sobre a mobilidade urbana, comprometendo a integração modal e a equidade no acesso ao espaço urbano, além de revelar a fragilidade institucional da política cicloviária de São Luís. Juan pontuou que a infraestrutura cicloviária existente é escassa e desconexa, pois os trechos implantados não formam uma rede contínua e, em muitos casos, terminam abruptamente em vias de alto fluxo de veículos sem sinalização adequada. Essa fragmentação espacial gera insegurança viária, inviabilizando deslocamentos interbairros e restringindo o uso da bicicleta a percursos muito curtos. A conclusão geral dos especialistas é que a mobilidade urbana só será completa e equitativa com investimentos urgentes em infraestrutura adequada para os ciclistas.




