Laboratório de Estudos sobre Circulação, Transporte e Logística
  • Artigo sobre as transformações socioespaciais na dinâmica de circulação da BR-319

    Publicamos hoje o trabalho escrito por Thiago Oliveira Neto e Ricardo José Batista Nogueira , que apresenta um panorama das dinâmicas territoriais recentes da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho). O estudo investiga as transformações dos fluxos desta que é a principal ligação terrestre entre Manaus e o sistema rodoviário nacional.

    Este Texto para Discussão analisa a trajetória da BR-319 desde a sua implantação em 1971, destacando a sua natureza sui generis marcada por fases distintas de fluidez. O artigo situa o debate em torno da "fluidez territorial", contrapondo as lógicas geopolíticas do regime militar — pautadas na integração e ocupação econômica — às demandas contemporâneas de integração de mercados e competitividade. Com base em análises sobre a formação de redes e o papel das instituições ambientais, o texto demonstra que o futuro da rodovia não depende apenas de engenharia, mas de um complexo embate entre o ordenamento territorial, a preservação da biodiversidade na Amazônia e a superação da logística fluvial predominante.

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  • Publicação de artigo sobre competitividade e inovação no agronegócio brasileiro


    Publicamos hoje, em nossos Textos para Discussão, o trabalho escrito por Roberto César Cunha, Carlos José Espíndola, Silvia Cristina Limberger e Fernando Rodrigo Farias, que investiga as bases da competitividade do agronegócio brasileiro sob a ótica da inovação tecnológica e das políticas de mercado em comparação ao cenário internacional.

    Este Texto para Discussão analisa a trajetória de sucesso do agronegócio brasileiro, destacando como o país se consolidou como uma potência mundial de exportação mesmo mantendo níveis de subsídios significativamente inferiores aos de seus principais concorrentes internacionais. O estudo utiliza uma abordagem neoshumpeteriana para explicar como a inovação tecnológica superou a dependência de apoio financeiro direto do Estado.

    O artigo situa o debate em torno do "Estado inovador", contrapondo-o ao modelo de "Estado subsidiador". Com base nas análises de Ignácio Rangel sobre a dualidade básica da economia brasileira e o papel da infraestrutura, o texto demonstra que a competitividade nacional não decorre de protecionismo, mas de um robusto sistema de pesquisa e desenvolvimento liderado pela Embrapa.

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  • Publicação de debate sobre concessões ferroviárias

    Esta transcrição resgata o debate "Ferrovias: privatização, benefício público e desregulamentação", realizado originalmente em 1988 no âmbito do I Simpósio Nacional de Transporte Ferroviário, em São Paulo. Organizado pelo LabCit/UFSC, o texto recupera as discussões travadas em uma conjuntura de grave crise econômica e estrangulamento das infraestruturas nacionais.

    A nota introdutória contextualiza o período como um momento decisivo de disputa entre o estatismo e o privatismo, influenciado pelas análises do economista Ignácio Rangel sobre a utilização de recursos ociosos da indústria pesada.

    O debate reúne nomes como Cloraldino Severo, Antoninho Trevisan e o próprio Rangel, que examinam a viabilidade da concessão ferroviária à iniciativa privada. O resumo do diálogo aponta para a necessidade de um novo modelo de intermediação financeira e de parcerias que garantam o investimento na rede sem comprometer o caráter de utilidade pública e o desenvolvimento econômico. Conclui-se que a modernização ferroviária é urgente para integrar o território e superar os gargalos logísticos do país.

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  • Publicação de trabalhos sobre os rumos do desenvolvimento no capitalismo contemporâneo

    Publicamos hoje o trabalho intitulado "Estratégias de desenvolvimento no capitalismo contemporâneo: uma análise crítica das três frentes de expansão, da economia do projetamento e das experiências comparadas a partir das notas de aula", dividido em duas partes, escrito pelo Prof. Dr. Márcio Rogério Silveira (UFSC).

    Os trabalhos estão estruturados a partir de notas de aula desenvolvidas para a disciplina de pós-graduação intitulada "Planejamento, desenvolvimento e competitividade territorial: transportes, logística e seus impactos no mundo e no Brasil", ministrada no segundo semestre de 2025 no Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFSC. As duas partes do artigo apresentam uma análise crítica das principais estratégias de desenvolvimento econômico no cenário do capitalismo contemporâneo. O autor integra o pensamento estruturalista latino-americano – com foco nas "três frentes de expansão" de Ricardo Bielschowsky (consumo de massa, recursos naturais e infraestrutura) – às formulações de Ignácio Rangel sobre a "economia do projetamento". O trabalho discute a importância do planejamento estatal e da coordenação de investimentos como motores para superar o neoliberalismo, utilizando especialmente a experiência chinesa e a socialização do investimento como contraponto às teorias convencionais. A análise destaca que o desenvolvimento real exige transformações estruturais deliberadas, inovação tecnológica e o fortalecimento de encadeamentos produtivos sob a liderança do Estado.

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  • Publicação de artigo – Segregação espacial como produto histórico: o caso de Joinville e Araquari (SC)

    SEGREGAÇÃO ESPACIAL COMO PRODUTO HISTÓRICO: O CASO DE JOINVILLE E ARAQUARI (SC)

    Autores: German Gregório Monterrosa Ayala Filho e Márcio Rogério Silveira

    Resumo: A segregação espacial reflete desigualdades de acesso à habitação, ao consumo e ao transporte urbano, acumuladas historicamente. Nos municípios de Joinville e Araquari, em Santa Catarina, essa segregação se manifesta de forma persistente. O estudo investiga a origem desse processo entre as duas cidades, analisando fatores como rendimentos familiares, infraestrutura habitacional, comercial, de educação, saúde e transporte urbano. A pesquisa utiliza um estudo de caso qualitativo e busca conectar diferentes aspectos sociais e econômicos para compreender a segregação. Conclui-se que o processo de segregação espacial entre Joinville e Araquari começou na década de 1940 e foi se consolidando até 2020. Historicamente, as camadas de alta renda residem nas áreas centrais de Joinville, enquanto as populações de baixa renda se concentram em Araquari e arredores, perpetuando as disparidades espaciais entre esses municípios.

    Publicado na Revista da ANPEGE, v. 21, n. 45, p. revista Ciência Geográfica da AGB Seção Local Bauru: Ciência Geográfica, Bauru, v. 29, n. 2, p. 838-866, jan./dez. 2025.

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