Laboratório de Estudos sobre Circulação, Transporte e Logística
  • Publicação de livro – A face oculta da competitividade territorial

    Sob uma perspectiva crítica, a obra A face oculta da competitividade territorial: circulação, transportes, logística e dinâmicas espaciais analisa como as infraestruturas, a logística e a circulação do capital produzem e reorganizam o território contemporâneo. Ao longo dos capítulos, os diferentes autores evidenciam de que forma as redes de transporte e os sistemas técnicos reconfiguram o espaço seletivamente, aprofundando desigualdades e subordinando regiões à acumulação capitalista.

    Publicado por pesquisadores vinculados ao Laboratório de Estudos sobre Circulação, Transporte e Logística (LabCit) e ao Grupo de Estudos em Desenvolvimento Regional e Infraestruturas (GEDRI), o livro problematiza a fluidez territorial como um processo desigual e politicamente orientado, destacando as funções ambíguas do Estado, situadas entre o planejamento e a viabilização de interesses corporativos. Ao articular teoria e análise empírica, a obra contribui para o debate sobre desenvolvimento e soberania, oferecendo uma interpretação crítica e consistente das transformações recentes do território em diferentes contextos.

    A obra contempla temas diversos, com recortes territoriais que abrangem realidades do Brasil e de Portugal. Aborda a reestruturação espacial, as infraestruturas e a regulação na competitividade territorial brasileira; o balanço entre a rápida modernização rodoviária e o esvaziamento territorial em Portugal; as relações entre competitividade, logística e a questão ambiental na exploração mineral; a dinâmica recente e os apontamentos sobre o transporte fluvial de cargas na hidrovia Tietê-Paraná; as dinâmicas regionais na foz do rio Amazonas e nas áreas portuárias de Macapá (AP); a reestruturação da aviação regional de passageiros no século XXI à luz das estratégias logísticas; as inovações e a digitalização no transporte rodoviário de passageiros no país; as transformações recentes das centralidades urbanas e a competitividade territorial em Santa Catarina; e os descompassos entre a política industrial da Zona Franca de Manaus e a cidadania territorial.

    A obra está disponível gratuitamente no site da Editora Max Limonad (www.maxlimonad.com.br) e, posteriormente, será lançada também nos formatos EPUB e Kindle, e poderá ser impressa sob demanda.

     

     


  • Publicado artigo sobre aeroshoppings no transporte aéreo brasileiro

    Recentemente foi publicado o artigo escrito por Lucas Azeredo Rodrigues e Márcio Rogério Silveira, intitulado Aeroshopping: a reestruturação dos terminais aeroportuários no Brasil, divulgado no periódico GeoAtos - Revista Geografia em Atos vinculado à Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Presidente Prudente (SP).

    O estudo traz uma análise das transformações na organização territorial do setor aéreo brasileiro a partir do início das concessões aeroportuárias em 2011. O trabalho investiga o papel estratégico dos aeroportos e como a entrada de novos agentes, especialmente operadores estrangeiros, tem introduzido novas formas de exploração dos serviços nas hinterlândias aeroportuárias.

    O artigo discutiu as estratégias adotadas por agentes públicos e privados frente a esse novo cenário de exploração comercial dos terminais (o conceito de aeroshopping). Publicada na revista Geografia em Atos, a pesquisa demonstrou que a atual reestruturação do setor aéreo reforça a centralização dos fluxos, a concentração de capital e a seletividade territorial, redefinindo profundamente o papel dos aeroportos no Brasil.

    Clique aqui para acessar.


  • Publicação de artigo sobre o comando digital na rede urbana

    Foi publicado o trabalho escrito por Fernando Campos Mesquita, Ana Cristina Fernandes e Leila Christina Dias, intitulado O Comando Digital da Rede Urbana: A centralidade na revolução tecnológica contemporânea, na revista Geo UERJ, de setembro de 2026.

    O estudo investiga a articulação entre as mudanças na rede urbana e as transições nas revoluções tecnológicas, propondo a inovadora noção de "comando digital" para compreender as dinâmicas atuais. O trabalho examina como a nova revolução tecnológica, impulsionada pela digitalização, exige avanços na teorização da rede urbana. Os autores defendem que a teoria das localidades centrais esteve associada à Era do Automóvel e da Produção em Massa, enquanto a teoria dos fluxos centrais foi impulsionada pela Era da Microeletrônica, demonstrando a necessidade de atualizar o debate para o contexto tecnológico contemporâneo.

    O artigo discute a influência da digitalização em áreas fundamentais como o ensino superior, o comércio e a saúde no Brasil, fundamentando-se em uma metodologia que inclui revisão da literatura sobre centralidade urbana e análise de dados secundários. A pesquisa demonstra que, em vez de eliminar a centralidade urbana, as transformações em curso no capitalismo global abrem uma promissora agenda de pesquisa para o estudo das mudanças na hierarquia e na funcionalidade da rede urbana.

    Clique aqui para acessar.


  • Publicação de artigo sobre o porto seco de Foz do Iguaçu como nó estratégico

    Publicamos hoje o trabalho escrito por Eidy Edwin Arndt Semoto e Nelson Fernandes Felipe Junior, que apresenta uma análise estratégica do Porto Seco de Foz do Iguaçu e sua participação na circulação de mercadorias na Tríplice Fronteira e no comércio exterior. O estudo investiga o papel dos portos secos como nós logísticos e aduaneiros fundamentais para a organização dos fluxos no território, compondo redes complexas de integração regional.

    Este Texto para Discussão examina como o Porto Seco de Foz do Iguaçu, apesar de enfrentar pontos de estrangulamento normativos e infraestruturais, contribui significativamente para as interações transfronteiriças, sendo uma das principais rotas de importação e exportação do estado do Paraná.

    O artigo discute a importância dessas estruturas para o escoamento de demandas do Brasil, do Paraguai e da Argentina, fundamentando-se em uma metodologia que inclui revisão bibliográfica, coleta de dados, trabalhos de campo e entrevistas semiestruturadas, além da elaboração de matrizes e cartogramas. A pesquisa demonstra que o funcionamento e a competitividade dessas estruturas dependem de uma complexa articulação entre logística, infraestrutura, normas técnicas e políticas de Estado.

    Confira o novo número – v. 7, n. 4 – e os demais Textos para Discussão clicando neste link.


  • Publicação de artigo sobre competitividade territorial

    O Prof. Márcio Rogério Silveira acabou de publicar o artigo intitulado "Competitividade territorial: uma análise crítica da transposição conceitual e seus impactos socioespaciais" no v. 15, n. 2 do Boletim Campineiro de Geografia.

    Resumo: O artigo examina criticamente a transposição do conceito de competitividade do âmbito empresarial para o territorial, com ênfase no caso brasileiro. Argumenta-se que essa adaptação, difundida pelo neoliberalismo globalista, simplifica a complexidade espacial e reforça práticas como guerra fiscal, rankings municipais e planejamento urbano estratégico, que mercantilizam o território. Introduz-se o conceito de mais-valia territorial para explicar a apropriação ampliada de riqueza por meio de privatizações, subsídios e seletividade dos investimentos em infraestrutura, caracterizando um processo de acumulação por despossessão. Conclui-se que a competitividade territorial, longe de induzir desenvolvimento inclusivo, intensifica desigualdades, reforça a dependência e fragiliza a soberania, exigindo paradigmas alternativos baseados em cooperação, justiça social e fortalecimento do papel estatal.

    Clique aqui para acessar o trabalho.