Publicação de livro – A face oculta da competitividade territorial

07/10/2026 10:00

Sob uma perspectiva crítica, a obra A face oculta da competitividade territorial: circulação, transportes, logística e dinâmicas espaciais analisa como as infraestruturas, a logística e a circulação do capital produzem e reorganizam o território contemporâneo. Ao longo dos capítulos, os diferentes autores evidenciam de que forma as redes de transporte e os sistemas técnicos reconfiguram o espaço seletivamente, aprofundando desigualdades e subordinando regiões à acumulação capitalista.

Publicado por pesquisadores vinculados ao Laboratório de Estudos sobre Circulação, Transporte e Logística (LabCit) e ao Grupo de Estudos em Desenvolvimento Regional e Infraestruturas (GEDRI), o livro problematiza a fluidez territorial como um processo desigual e politicamente orientado, destacando as funções ambíguas do Estado, situadas entre o planejamento e a viabilização de interesses corporativos. Ao articular teoria e análise empírica, a obra contribui para o debate sobre desenvolvimento e soberania, oferecendo uma interpretação crítica e consistente das transformações recentes do território em diferentes contextos.

A obra contempla temas diversos, com recortes territoriais que abrangem realidades do Brasil e de Portugal. Aborda a reestruturação espacial, as infraestruturas e a regulação na competitividade territorial brasileira; o balanço entre a rápida modernização rodoviária e o esvaziamento territorial em Portugal; as relações entre competitividade, logística e a questão ambiental na exploração mineral; a dinâmica recente e os apontamentos sobre o transporte fluvial de cargas na hidrovia Tietê-Paraná; as dinâmicas regionais na foz do rio Amazonas e nas áreas portuárias de Macapá (AP); a reestruturação da aviação regional de passageiros no século XXI à luz das estratégias logísticas; as inovações e a digitalização no transporte rodoviário de passageiros no país; as transformações recentes das centralidades urbanas e a competitividade territorial em Santa Catarina; e os descompassos entre a política industrial da Zona Franca de Manaus e a cidadania territorial.

A obra está disponível gratuitamente no site da Editora Max Limonad (www.maxlimonad.com.br) e, posteriormente, será lançada também nos formatos EPUB e Kindle, e poderá ser impressa sob demanda.

 

 

Publicado artigo sobre aeroshoppings no transporte aéreo brasileiro

01/10/2026 10:23

Recentemente foi publicado o artigo escrito por Lucas Azeredo Rodrigues e Márcio Rogério Silveira, intitulado Aeroshopping: a reestruturação dos terminais aeroportuários no Brasil, divulgado no periódico GeoAtos - Revista Geografia em Atos vinculado à Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Presidente Prudente (SP).

O estudo traz uma análise das transformações na organização territorial do setor aéreo brasileiro a partir do início das concessões aeroportuárias em 2011. O trabalho investiga o papel estratégico dos aeroportos e como a entrada de novos agentes, especialmente operadores estrangeiros, tem introduzido novas formas de exploração dos serviços nas hinterlândias aeroportuárias.

O artigo discutiu as estratégias adotadas por agentes públicos e privados frente a esse novo cenário de exploração comercial dos terminais (o conceito de aeroshopping). Publicada na revista Geografia em Atos, a pesquisa demonstrou que a atual reestruturação do setor aéreo reforça a centralização dos fluxos, a concentração de capital e a seletividade territorial, redefinindo profundamente o papel dos aeroportos no Brasil.

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Publicação de artigo sobre o comando digital na rede urbana

01/10/2026 10:09

Foi publicado o trabalho escrito por Fernando Campos Mesquita, Ana Cristina Fernandes e Leila Christina Dias, intitulado O Comando Digital da Rede Urbana: A centralidade na revolução tecnológica contemporânea, na revista Geo UERJ, de setembro de 2026.

O estudo investiga a articulação entre as mudanças na rede urbana e as transições nas revoluções tecnológicas, propondo a inovadora noção de "comando digital" para compreender as dinâmicas atuais. O trabalho examina como a nova revolução tecnológica, impulsionada pela digitalização, exige avanços na teorização da rede urbana. Os autores defendem que a teoria das localidades centrais esteve associada à Era do Automóvel e da Produção em Massa, enquanto a teoria dos fluxos centrais foi impulsionada pela Era da Microeletrônica, demonstrando a necessidade de atualizar o debate para o contexto tecnológico contemporâneo.

O artigo discute a influência da digitalização em áreas fundamentais como o ensino superior, o comércio e a saúde no Brasil, fundamentando-se em uma metodologia que inclui revisão da literatura sobre centralidade urbana e análise de dados secundários. A pesquisa demonstra que, em vez de eliminar a centralidade urbana, as transformações em curso no capitalismo global abrem uma promissora agenda de pesquisa para o estudo das mudanças na hierarquia e na funcionalidade da rede urbana.

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Publicação de artigo – Segregação espacial como produto histórico: o caso de Joinville e Araquari (SC)

08/12/2025 12:03

SEGREGAÇÃO ESPACIAL COMO PRODUTO HISTÓRICO: O CASO DE JOINVILLE E ARAQUARI (SC)

Autores: German Gregório Monterrosa Ayala Filho e Márcio Rogério Silveira

Resumo: A segregação espacial reflete desigualdades de acesso à habitação, ao consumo e ao transporte urbano, acumuladas historicamente. Nos municípios de Joinville e Araquari, em Santa Catarina, essa segregação se manifesta de forma persistente. O estudo investiga a origem desse processo entre as duas cidades, analisando fatores como rendimentos familiares, infraestrutura habitacional, comercial, de educação, saúde e transporte urbano. A pesquisa utiliza um estudo de caso qualitativo e busca conectar diferentes aspectos sociais e econômicos para compreender a segregação. Conclui-se que o processo de segregação espacial entre Joinville e Araquari começou na década de 1940 e foi se consolidando até 2020. Historicamente, as camadas de alta renda residem nas áreas centrais de Joinville, enquanto as populações de baixa renda se concentram em Araquari e arredores, perpetuando as disparidades espaciais entre esses municípios.

Publicado na Revista da ANPEGE, v. 21, n. 45, p. revista Ciência Geográfica da AGB Seção Local Bauru: Ciência Geográfica, Bauru, v. 29, n. 2, p. 838-866, jan./dez. 2025.

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Pesquisador do LabCit participa de matéria sobre mobilidade urbana e ciclovias em São Luís (MA)

10/11/2025 13:10

A nova pesquisa de Informações Básicas Municipais do IBGE revelou uma grave deficiência na infraestrutura cicloviária do Maranhão, acentuando a insegurança viária enfrentada pelos ciclistas. O estudo demonstra que apenas 10 municípios do estado possuem ciclovias e somente três contam com bicicletários públicos. Este cenário de escassez é reforçado por relatos de quem depende da bicicleta em São Luís, onde o trânsito é classificado como "muito violento", expondo os usuários a riscos e confirmando que a dependência da bicicleta como meio de locomoção é dificultada pela carência de políticas públicas eficazes em todo o estado.

Na capital maranhense, a situação é particularmente crítica. Apesar de possuir algumas ciclovias e ciclofaixas, a cidade não conta com um Plano Diretor Cicloviário, um documento essencial para planejar a expansão organizada da malha. O geógrafo Juan Siqueira, um dos especialistas consultados no vídeo, destacou que a ausência deste plano tem impactos diretos e profundos sobre a mobilidade urbana, comprometendo a integração modal e a equidade no acesso ao espaço urbano, além de revelar a fragilidade institucional da política cicloviária de São Luís. Juan pontuou que a infraestrutura cicloviária existente é escassa e desconexa, pois os trechos implantados não formam uma rede contínua e, em muitos casos, terminam abruptamente em vias de alto fluxo de veículos sem sinalização adequada. Essa fragmentação espacial gera insegurança viária, inviabilizando deslocamentos interbairros e restringindo o uso da bicicleta a percursos muito curtos. A conclusão geral dos especialistas é que a mobilidade urbana só será completa e equitativa com investimentos urgentes em infraestrutura adequada para os ciclistas.