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Trabalhos publicados por membros do LabCit nos anais do XV ENANPEGE
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Publicação de trabalho escrito pelo geógrafo Aziz Ab’Saber

Nessa sequência da republicação de textos aparentemente esquecidos, publicados nos mais diversos meios – anais de eventos, periódicos descontinuados, relatórios etc. - trazemos agora a transcrição de uma conferência proferida pelo brilhante geógrafo brasileiro Aziz Ab’Saber.
Trata-se de uma apresentação realizada no âmbito do I Simpósio Nacional de Transporte Ferroviário: história e urbanização, evento realizado na metrópole São Paulo, entre os dias 8 e 11 de setembro de 1988. Intitulado "A repercussão da retaguarda, a modernização por dentro: o papel das ferrovias no Brasil. Contribuição à carta nacional de transportes", o trabalho foi apresentado em meio à promulgação da nova Constituição Federal de 1988. Diversos intelectuais, técnicos e burocratas do setor ferroviário brasileiro expuseram ideias, propostas e sínteses sobre o quadro do transporte ferroviário brasileiro. Entre outras coisas, o foco era trazer contribuições para a constituinte em processo e à chamada “Carta Nacional de Transportes”.
Sobre o geógrafo, Aziz Nacib Ab’Saber nasceu na pequena cidade paulista de São Luiz do Paraitinga em 24 de outubro de 1924, momento de intensa efervescência política e na antessala da Revolução de 1930. Foi professor titular de Geografia Física na Universidade de São Paulo (SP), membro-fundador da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) etc.
Considerado por Armen Mamigonian como um dos grandes geógrafos da geração dos anos 1950 (Armen Mamigonian. Milton Santos e a geração dos geógrafos dos anos 50. Revista Ciência Geográfica. Bauru, v. 2, n. 19, maio/ago. 2001), esteve dedicado às questões de grande complexidade da Geografia ao longo de sua trajetória, articulando de maneira brilhante sociedade, natureza e as diferentes combinações geográficas, para recuperar uma importante noção de André Cholley. Isso tudo com especial atenção para a realidade brasileira e – conforme sua própria proposição – seus tão diversificados domínios morfoclimáticos (Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas, São Paulo, Ateliê Editorial, 2003).
No texto que hoje apresentamos, Ab’Saber trata de modo bastante rico e objetivo da formação da rede ferroviária brasileira. Destaca o papel das ferrovias na organização espacial das regiões do país e seus desdobramentos enquanto motor da dinâmica urbana ao longo das linhas férras.
Nas suas próprias palavras, conforme a conferência transcrita neste número de Textos para Discussão: “Eu sou de uma geração, em que a estrada de ferro tinha uma posição muito especial na vida urbana e na vida regional de nosso país. Eu me lembro, ainda, adolescente, de uma classificação que meus pais e os meus colegas sempre faziam em relação a vida urbana no Brasil, sobretudo, no Brasil do Sudeste, onde eu nasci. Havia uma nítida separação entre cidades que tinham estradas de ferro, que tinham a estação e a ligação com o corpo geoeconômico do país e as cidades que não possuíam estradas de ferro”.
Confira o novo número – v. 4, n. 4 – e os demais Textos para Discussão clicando neste link.
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Publicação de artigo – A graduação em Geografia no Brasil de 2010 a 2021
Revista: Geosul
Link: https://periodicos.ufsc.br/index.php/geosul/article/view/93022
Resumo: As crises de ordem econômica, política e pandêmica no Brasil impactam diretamente nas instituições de ensino superior. Nosso objetivo é discutir os efeitos dessas crises nos cursos de graduação em Geografia, tendo como ênfase sua configuração regional. Usamos os microdados do Inep, entre os anos de 2010 e 2021, para mensurar a retração do ensino presencial (público e privado) e a expansão do ensino a distância privado em número de alunos e locais atendidos. Defendemos que embora esteja disperso no território, o ensino a distância acaba reproduzindo uma lógica centralizadora que pouco contribui para o conhecimento da diversidade natural e social do país, ao passo que, o ensino presencial, ao se interiorizar estimula a participação de um maior número de lugares na produção do saber geográfico.
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Publicação de trabalho escrito pelo economista Ignácio Rangel
Publicação do trabalho intitulado "Maranhão: antigo e novo", de autoria do economista brasileiro Ignácio Rangel (in memorian).
Conforme o resumo do trabalho, ele traz: "Uma breve análise da trajetória histórica do Maranhão, desde os tempos do Império, quando se constituía numa das suas mais ricas províncias, passando por suas atividades de decadência/prosperidade/decadência até às novas perspectivas de tornar-se um grande Parque Industrial concentrado na siderurgia e metalurgia em geral".
Texto originalmente publicado na Revista FIPES, São Luís, v. 4, n. 1, p. 17-25, jan./jun., 1989.
Transcrição e edição feitas por Juan Guilherme Costa Siqueira, aluno do curso de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Santa Catarina.
Ignácio de Mourão Rangel ou simplesmente Ignácio Rangel (1914-1994) foi um brilhante pensador da formação social brasileira e seu desenvolvimento econômico, de caráter nacional-desenvolvimentista.
Rangel trabalhou na assessoria dos governos de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Esteve presente nos primórdios do atual BNDES. Também esteve à frente do departamento de Economia do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), entre as décadas de 1950 e 1960.
Entre as suas principais contribuições, destaca-se as obras A dualidade básica da economia brasileira (1957), Elementos de economia do projetamento (1959), A inflação brasileira (1963) e Economia: milagre e anti-milagre (1985).
Acesse este e outros Textos para discussão neste link.
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Publicação de artigo – Transporte aéreo de passageiros no Brasil: acessibilidade e intermodalidade
Autor: Lucas Azeredo Rodrigues
Revista: Anais do XX SITRAER









