O Prof. Márcio Rogério Silveira acabou de publicar o artigo intitulado "Competitividade territorial: uma análise crítica da transposição conceitual e seus impactos socioespaciais" no v. 15, n. 2 do Boletim Campineiro de Geografia.
Resumo: O artigo examina criticamente a transposição do conceito de competitividade do âmbito empresarial para o territorial, com ênfase no caso brasileiro. Argumenta-se que essa adaptação, difundida pelo neoliberalismo globalista, simplifica a complexidade espacial e reforça práticas como guerra fiscal, rankings municipais e planejamento urbano estratégico, que mercantilizam o território. Introduz-se o conceito de mais-valia territorial para explicar a apropriação ampliada de riqueza por meio de privatizações, subsídios e seletividade dos investimentos em infraestrutura, caracterizando um processo de acumulação por despossessão. Conclui-se que a competitividade territorial, longe de induzir desenvolvimento inclusivo, intensifica desigualdades, reforça a dependência e fragiliza a soberania, exigindo paradigmas alternativos baseados em cooperação, justiça social e fortalecimento do papel estatal.
Clique aqui para acessar o trabalho.

A Revista da ANPEGE acabou de lançar o número especial alusivo ao centenário do geógrafo brasileiro Milton Santos. O dossiê conta com dois artigos de pesquisadores do LabCit.
Primeiramente, temos o artigo "O meio técnico-científico-informacional nas primeiras décadas do século XXI: uma nova fase em um mesmo período?" foi escrito por Fernando Campos Mesquita e Leila Christina Dias - https://ojs.ufgd.edu.br/anpege/article/view/21282.
Além dele, foi publicado o artigo "Os sistemas de movimento de passageiros no Brasil no século XXI" é de Lucas Azeredo Rodrigues e João Henrique Zoehler Lemos - https://ojs.ufgd.edu.br/anpege/article/view/21299.
Todos estão convidados para a leitura dos trabalhos em questão e o número completo da Revista da ANPEGE. Acesse: https://ojs.ufgd.edu.br/anpege/issue/view/742.
Título: Interações espaciais, mobilidade e acessibilidade no transporte público coletivo: condições e contradições nas políticas públicas na Ilha do Maranhão
Doutorando: Juan Guilherme Costa Siqueira
Orientador: Prof. Dr. Márcio Rogério Silveira (UFSC)
Banca examinadora:
Prof. Dr. José Artur Lima Cabral Marques
Prof. Dr. Antônio José de Araújo Ferreira
Prof. Dr. Thiago Oliveira Neto
Data: 19/06/2026, 14h
Endereço:
Local: auditório do bloco B, CFH, UFSC e remotamente no link https://conferenciaweb.rnp.br/sala/marcio-rogerio
Título: Transporte rodoviário intermunicipal de passageiros: formação, desenvolvimento e desafios à integração territorial de Santa Catarina
Doutorando: João Henrique Zoehler Lemos
Orientador: Prof. Dr. Márcio Rogério Silveira (UFSC)
Banca examinadora:
Prof. Dr. Alcides Goularti Filho (UNESC) - membro externo
Prof.ª Dr.ª Isa de Oliveira Rocha (UDESC) - membro externo
Prof. Dr. Nazareno José de Campos (UFSC) - membro interno
Data: 24/04/2026, 14h30
Endereço:
Local: auditório do bloco F, CFH, UFSC e remotamente no link https://conferenciaweb.rnp.br/sala/marcio-rogerio
Publicamos hoje o trabalho escrito por Thiago Oliveira Neto e Ricardo José Batista Nogueira , que apresenta um panorama das dinâmicas territoriais recentes da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho). O estudo investiga as transformações dos fluxos desta que é a principal ligação terrestre entre Manaus e o sistema rodoviário nacional.
Este Texto para Discussão analisa a trajetória da BR-319 desde a sua implantação em 1971, destacando a sua natureza sui generis marcada por fases distintas de fluidez. O artigo situa o debate em torno da "fluidez territorial", contrapondo as lógicas geopolíticas do regime militar — pautadas na integração e ocupação econômica — às demandas contemporâneas de integração de mercados e competitividade. Com base em análises sobre a formação de redes e o papel das instituições ambientais, o texto demonstra que o futuro da rodovia não depende apenas de engenharia, mas de um complexo embate entre o ordenamento territorial, a preservação da biodiversidade na Amazônia e a superação da logística fluvial predominante.
Confira o novo número – v. 7, n. 3 – e os demais Textos para Discussão clicando neste link.